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A **doença periodontal** inicia-se com o acúmulo de placa bacteriana na superfície dentária, desencadeando **gengivite**, uma inflamação reversível limitada à gengiva. Nesta fase, observa-se vermelhidão, edema e sangramento ao sondar ou escovar, sem perda de inserção ou osso alveolar.
Sem tratamento adequado, a inflamação progride para **periodontite**, caracterizada pela destruição irreversível dos tecidos de suporte. Formam-se bolsas periodontais profundas devido à migração apical da junção epitelial, com perda de inserção clínica e reabsorção óssea alveolar.
A progressão ocorre de forma crônica, com episódios de atividade variável, podendo ser lenta, moderada ou rápida, influenciada por fatores como tabagismo, diabetes e suscetibilidade genética.
De acordo com a classificação de 2017, a periodontite é estadiada de I (inicial) a IV (avançada, com risco de perda dentária total), e graduada de A (progressão lenta) a C (progressão rápida).
Nos estágios avançados, surgem mobilidade dentária, retração gengival, migração de dentes e, eventualmente, perda dentária, comprometendo função e estética.
A intervenção precoce na gengivite impede a evolução para periodontite, preservando os tecidos de suporte e evitando consequências irreversíveis.
O uso do **fio dental** é essencial na higiene oral porque remove a placa bacteriana e os resíduos alimentares acumulados nas **superfícies interproximais** dos dentes, áreas que a escova dental alcança apenas parcialmente (cerca de 60% das superfícies totais).
Essa remoção impede a formação e maturação do biofilme, principal fator etiológico da **gengivite** e da **periodontite**, reduzindo significativamente o risco de inflamação gengival e perda de inserção periodontal.
Adicionalmente, previne **cáries interproximais**, uma vez que controla a proliferação bacteriana em locais de difícil acesso, onde o pH ácido permanece prolongado.
Estudos indicam que o uso regular do fio dental contribui para a redução do risco de doenças sistêmicas associadas à periodontite, como **acidente vascular cerebral** (até 44% em alguns relatos) e complicações cardiovasculares.
A ausência dessa limpeza interdental permite o acúmulo persistente de placa, favorecendo sangramento gengival, mau hálito e, em longo prazo, mobilidade dentária ou perda de elementos.
Portanto, incorporar o fio dental à rotina diária complementa a escovação, promovendo uma higiene oral completa e preservando tanto a saúde bucal quanto o bem-estar geral.qualidade. Estamos sempre atualizados com as últimas inovações da odontologia para oferecer o melhor aos nossos pacientes.
A **falta de higiene oral** favorece o acúmulo persistente de placa bacteriana e o desenvolvimento de **doença periodontal** (gengivite e periodontite), condições inflamatórias crônicas que liberam mediadores pró-inflamatórios (como citocinas IL-1, IL-6, TNF-α e proteína C-reativa) na circulação sistêmica.
Essa inflamação crônica de baixo grau e a bacteremia transitória associada aumentam o risco de diversas condições sistêmicas graves.
Principais riscos incluem:
- **Doenças cardiovasculares**: maior probabilidade de aterosclerose, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, devido à contribuição para a formação de placas ateromatosas e disfunção endotelial.
- **Diabetes mellitus** (especialmente tipo 2): piora o controle glicêmico e aumenta a resistência à insulina; a periodontite é considerada a sexta complicação do diabetes, com relação bidirecional.
- **Doenças respiratórias**: elevação do risco de pneumonia (incluindo aspirativa) e agravamento de doença pulmonar obstrutiva crônica, pela aspiração de patógenos periodontais.
- **Condições neurodegenerativas**: associação com maior risco de demência e doença de Alzheimer, possivelmente por disseminação bacteriana ou inflamação crônica afetando o sistema nervoso central.
- Outras associações: complicações na gravidez (parto prematuro e baixo peso ao nascer), artrite reumatoide e piora geral da saúde metabólica.
A manutenção rigorosa da higiene oral (escovação, fio dental e visitas regulares ao dentista) reduz significativamente esses riscos sistêmicos, promovendo não apenas saúde bucal, mas também bem-estar geral.
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