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Outras informações importantes

Endodontia (canal)

   O **tratamento endodôntico** (tratamento de canal) visa preservar o dente com polpa vital comprometida ou necrosada, eliminando infecção e preservando a função e a estética.

    Indicações principais incluem dor pulpar irreversível, necrose pulpar, abscesso apical, trauma dentário com exposição pulpar e preparação para prótese.

   O procedimento inicia-se com anestesia local e acesso coronário para remoção do tecido pulpar infectado ou necrótico.

   Realiza-se a instrumentação do sistema de canais com limas manuais ou rotatórias, associada à irrigação abundante com hipoclorito de sódio (0,5–6%) para desinfecção química.

   A desinfecção é complementada por medicação intracanal (hidróxido de cálcio ou pastas antibióticas) em casos de infecção persistente, seguida de obturação tridimensional com guta-percha e cimento selador.

  O sucesso depende de limpeza completa, conformação adequada do canal e selamento hermético, minimizando reinfecção.

  Taxas de sucesso variam de 85–95% em condições controladas, com acompanhamento clínico e radiográfico por pelo menos 1–4 anos.

  A restauração definitiva (resina, inlay/onlay ou coroa) é indispensável após o tratamento para proteger a estrutura remanescente.

Em quais situações extraímos um dente?

A **extração dentária** (exodontia) é indicada quando a preservação do dente se torna inviável ou quando sua permanência compromete a saúde bucal ou sistêmica, esgotadas as opções de tratamento conservador.

As principais situações incluem:

- **Cárie extensa e irreversível** → destruição coronária ou radicular grave, sem possibilidade de restauração ou tratamento endodôntico eficaz.

- **Doença periodontal avançada** → perda significativa de suporte ósseo, mobilidade excessiva grau III ou abscessos periodontais recorrentes.

- **Fraturas irreparáveis** → fraturas radiculares verticais, extensas ou subgengivais que impedem a recuperação funcional.

- **Dentes impactados ou inclusos** → especialmente terceiros molares (sisos) que causam dor, infecção, reabsorção de raízes adjacentes ou formação de cistos.

- **Infecções graves não controláveis** → abscessos periapicais ou celulites que não respondem a antibioticoterapia e drenagem.

- **Tratamento ortodôntico** → remoção de dentes (geralmente pré-molares) para correção de apinhamento ou má oclusão.

- **Outras indicações** → dentes supranumerários, reabsorções radiculares severas, preparação protética, traumas extensos ou adequação bucal pré-radioterapia.


A decisão é baseada em exame clínico, radiográfico e, quando necessário, tomográfico, priorizando sempre a manutenção do dente natural sempre que possível.

Quando indicamos os implantes dentários?

Os **implantes dentários** (implantes osseointegrados) são indicados principalmente para a **reabilitação de edentulismo** (ausência de dentes), oferecendo uma solução fixa, funcional e estética superior às opções convencionais em diversas situações clínicas.

As principais indicações incluem:

- **Edentulismo unitário** → substituição de um único dente perdido, preservando a integridade dos dentes adjacentes (evitando desgaste para pontes convencionais).

- **Edentulismo parcial** → reposição de múltiplos dentes ausentes, especialmente em casos de gaps intermediários ou extremidades livres (Kennedy classe I), melhorando mastigação e distribuição de forças oclusais.

- **Edentulismo total** → suporte para próteses fixas ou overdentures (sobredentaduras) em pacientes que usam dentaduras instáveis, eliminando mobilidade, desconforto e melhora na retenção, fonação e estética.

- **Insatisfação com próteses removíveis** → quando dentaduras causam instabilidade, dor, dificuldade mastigatória ou prejuízo estético/facial.

- **Prevenção de reabsorção óssea alveolar** → implantes estimulam o osso remanescente, mantendo volume e arquitetura facial.

- **Necessidade estética elevada** → em regiões anteriores, onde a aparência natural é prioritária.


A indicação requer avaliação criteriosa: boa saúde geral, volume ósseo adequado (ou possibilidade de enxerto), ausência de contraindicações absolutas (como osteonecrose por bifosfonatos em alguns casos) e controle de fatores de risco (tabagismo, diabetes descompensado, periodontite ativa). A decisão final baseia-se em exame clínico, radiográfico (incluindo tomografia cone beam) e planejamento multidisciplinar, priorizando sempre a previsibilidade de sucesso a longo prazo (geralmente superior a 95% em condições ideais).

Enxerto ósseo na odontologia.

   Os **enxertos ósseos** em odontologia são biomateriais empregados para reconstruir ou aumentar o volume ósseo alveolar, principalmente para viabilizar a instalação de **implantes dentários** em casos de reabsorção pós-exodontia, doença periodontal avançada ou traumas.

Os principais tipos incluem:

- **Autógenos** (autoenxertos): obtidos do próprio paciente (mandíbula, ramo, crista ilíaca), considerados padrão ouro por apresentarem propriedades osteogênicas, osteoindutoras e osteocondutoras, com alta taxa de incorporação e ausência de rejeição imunológica.


- **Aloenxertos** (homógenos): provenientes de doadores humanos (bancos de tecidos), processados para esterilização; oferecem boa osteocondutividade, mas menor osteogênese e risco mínimo de transmissão de doenças.


- **Xenoenxertos**: derivados de origem animal (geralmente bovino, como Bio-Oss® ou equivalentes), amplamente utilizados por sua disponibilidade, biocompatibilidade e estrutura porosa osteocondutora; apresentam reabsorção lenta e baixo risco imunológico após processamento.


    A escolha depende do volume ósseo necessário, localização do defeito, condições do paciente e preferência por minimizar invasividade; adjuvantes como plasma rico em fibrina (PRF) ou fatores de crescimento potencializam a regeneração.

   O sucesso depende de técnica cirúrgica adequada, controle de infecção e estabilização do material, com taxas de osseointegração superiores a 90% em condições ideais.

Cirurgia dos sisos, quando é indicada?

   A **cirurgia de remoção de terceiros molares** (dentes do siso) é indicada quando esses dentes apresentam risco significativo à saúde bucal ou potencial para complicações futuras, mesmo na ausência de sintomas atuais.

Principais indicações incluem:

- **Impactação** ou **inclusão** parcial/total, com risco de pericoronarite recorrente, formação de cistos ou tumores odontogênicos.

- **Reabsorção radicular** dos segundos molares adjacentes devido à pressão exercida pelo siso impactado.

- **Cárie ou doença periodontal** no siso ou no dente vizinho, de difícil controle ou tratamento.

- **Dor persistente**, infecção aguda (abscesso) ou celulite associada.

- **Preparação ortodôntica** — remoção preventiva para evitar recidiva de apinhamento anterior ou para facilitar o alinhamento.

- **Fratura ou trauma** envolvendo o siso.

- **Prevenção profilática** em pacientes jovens (idealmente entre 17–25 anos), quando radiografias mostram posição desfavorável (horizontal, mesioangulada ou invertida) com alto risco de complicações.


  A decisão baseia-se em exame clínico, radiografias periapicais e, preferencialmente, tomografia cone beam, avaliando posição, angulação, proximidade do nervo alveolar inferior e volume ósseo.

  A remoção precoce reduz morbidade cirúrgica, tempo de recuperação e complicações como parestesia do nervo alveolar inferior.

  Em pacientes assintomáticos com sisos erupcionados corretamente e sem patologia associada, a extração profilática não é rotineiramente indicada.

  A indicação é individualizada, priorizando benefício versus risco cirúrgico em cada caso.

Urgências Odontológicas

  As **urgências odontológicas** mais frequentes referem-se a condições que demandam atendimento prioritário devido a dor intensa, infecção, trauma ou comprometimento funcional, sem risco imediato de morte (distinguindo-se das emergências verdadeiras, como celulite facial com risco de via aérea).

  As mais comuns, com base em protocolos de saúde pública e literatura internacional, incluem:

- **Dor odontológica aguda** (pulpite irreversível ou necrose pulpar): principal motivo de busca por atendimento, decorrente de inflamação pulpar intensa e espontânea.

- **Abscessos periapicais ou dentoalveolares**: infecções localizadas com edema, dor à percussão e, frequentemente, fístula; representam alta proporção de casos infecciosos.

- **Pericoronarite**: inflamação ao redor de terceiros molares parcialmente erupcionados, comum em adolescentes e jovens adultos.

- **Traumatismos dentoalveolares**: incluindo avulsão, luxação, fraturas coronárias ou radiculares, especialmente em crianças e jovens.

- **Alveolite** (osteíte alveolar seca): complicação pós-exodontia com dor severa e exposição óssea.

- **Fraturas dentárias** ou perda de restaurações/coroas com exposição dentinária ou pulpar.

- **Abscessos periodontais** ou infecções localizadas associadas a bolsas profundas.


  Outras situações recorrentes envolvem cáries extensas com dor, restos radiculares infectados e, em menor frequência, hemorragias pós-cirúrgicas persistentes ou lesões em próteses causando trauma tecidual.

  Essas condições predominam em serviços de urgência, com ênfase em infecções pulpares e periapicais (maioria dos atendimentos hospitalares odontológicos) e traumas em faixas etárias específicas.

  O atendimento precoce evita complicações sistêmicas, como disseminação infecciosa ou perda dentária.

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